Amigos, desculpem a longa ausência. A correria ta MUITO grande, mas prometo voltar mais seguido aqui no blog.
Que pena Amy! Foi a primeira coisa que pensei quando fiquei sabendo da morte da cantora Amy Winehouse. Quem me conhece sabe que gosto e entendo (ou tento) de SAMBA, mas confesso que a morte da britânica me tocou profundamente. Não que eu fosse um grande fã dela, não tenho nem CD da mesma, mas me julgo capaz de identificar quando uma música é boa, boa de verdade. E a Amy era na minha modesta opinião, MUITO BOA!
Não escuto rádio FM há pelo menos 15 anos, o que eu gosto não toca nas rádios "musicais", por isso me concentro na minha coleção de álbuns (85 cds originais) que tenho em casa, e isso me basta. E como me basta! Dessa forma, fico um pouco atrasado para saber o que está tocando no momento, o que está na moda. Assim, ja tinha ouvido falar na Amy, mas nunca tinha ouvido alguma música dela, e o que eu escutava falar era sobre suas loucuras, sua vida problemática. Foi quando ouvi por acaso uma música (nem sei o nome) que mexeu comigo! Me deu vontade de parar, parar para pensar, viajar para bem longe tomando um belo vinho... Era a tal da Amy! Aí fui conhecer um pouco mais (bem pouco), fui dar uma olhada nas letras, afinal, meu ouvido não é pinico, eu preciso saber o que estou escutando, ou ter uma idéia ao menos. GOSTEI...
A Amy não estava inventando NADA, falava da vida, dos problemas, amores, desilusões, coisa que os sambistas fazem com maestria, sem parecer dor de cotovelo. Acho que por isso gostei da musica dela, fugia do trivial, do sem sal, do refri diet... Pelo contrário, aquela britânica branquela cantando música de negro, com tatuagens pelo corpo, dava uma química perfeita para meus ouvidos! Que delícia, que vontade de tomar um bom vinho ou uma bela loira e fumar um cubano legítmo! (eu disse cubano e não colombiano) Que pena Amy...
O que me entristece na morte dela, não é só porque a boa música ficou mais pobre, mas é porque ninguém (ou quase) percebe isso. Pelo menos os comentários são sempre os mesmos: "sim né, ela era louca, ia morrer mesmo...", "agora não vai ter mais barraco..." Senso comum dos mais baixos e triviais.
Tá, mas e a música dela?! Ninguém sabe, afinal, ela não estava na "universidade" musical. Na "universidade" musical o que vale é o simples, o trivial, cantar o óbvio e prostituir o antigo.
Que pena Amy... Podia ter te cuidado mais, não precisava esse monte de drogas, que ficasse na bebida de vez enquando, tu ia durar mais e a boa música também. Até porque, a boa música dá mesmo vontade de sair fora da casa, beber algo bom, com moderação, entrar de vez na história que a música conta e só voltar quando estiver tudo resolvido. Do contrário dos "universitários", que as pessoas bebem até cair com a intenção de pegar alguém na noite, sem nem saber o que a música diz, ou bebem mesmo para aguentar essa prostituição barata e DIET do que é de verdade e saboroso!
Que pena Amy Winehouse! Mas valeu pelo que fez pela música, esperamos que os universitários se formem logo, ou morram de overdose!
Cássius Martinez.
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